A microrregião de Osasco é composta pelas cidades de Osasco, Barueri, Itapevi, Carapicuíba, Santana de Parnaíba, Cotia, Jandira e Pirapora do Bom Jesus. É considerado o local com uma das melhores logísticas da grande São Paulo devido sua localização estratégica com relação à rodovias e proximidade com os mais importantes centros empresariais da Capital. Todavia, a logística interna das cidades é comprometida - inclusive as maiores, como Osasco e Barueri - em função do monopólio estabelecido pelas empresas de ônibus que administram as linhas desses municípios. São apenas cinco companhias que operam a maior parte das linhas internas das cinco principais cidades da região: Osasco, Barueri, Carapicuíba, Itapevi e Jandira, que juntas somam 1.501.687 habitantes.

O até então prefeito de Itapevi, Igor Soares, anunciou em suas redes sociais que a Prefeitura da cidade já contratou uma empresa que será responsável por realizar o estudo de demandas em todos os bairros. Após a prestação de serviços será aberta a nova licitação. As as exigências do poder executivo no processo de contratação são: maior quantidade de ônibus nas linhas, implantação de novas linhas em bairros não atendidos, frota 0km com Wi-Fi, ar-condicionado e GPS em todos os ônibus, plataformas de acessibilidade, carregador com entrada USB, câmeras de monitoramento, além da disponibilidade de aplicativo para que a população saiba com precisão onde está o ônibus. Segundo o prefeito ainda será aberta uma consulta pública para saber os anseios da população. A única autoviação que circulava pela cidade até então é a Benfica.

Em Osasco, os contratos da Viação Osasco e Urubupungá tiveram início em 2006 e durante a gestão de Jorge Lapas (PDT) a vigência foi estendida por 30 anos e alguns valores revistos, mas o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo considerou os aditivos contratuais como irregulares em Janeiro de 2020.

Além dos contratos, em 2016 também foi apurado que houve irregularidades no processo de licitação que teve novamente as duas autoviações como vencedoras. O até então presidente em exercício do TCE, conselheiro Dimas Ramalho, já havia se manifestado a respeito da ilegalidade e foi seguido pela câmara do órgão.

O Contrato entre a Prefeitura de Osasco e as empresas teve assinatura em 16 de maio de 2016 com valor determinado em R$ 102.5 milhões para a Viação Urubupungá e de R$ 93.4 milhões para a Viação Osasco.


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