Osasco
Prefeitura de Osasco
       Durante a corrida eleitoral de 2020, enquanto os partidos políticos definem seus candidatos ao cargo legislativo e executivo de municípios e ao mesmo tempo traçam suas diretrizes para os próximos quatro anos, o CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo) lançou a "Carta-Aberta à Sociedade e aos (às) Candidatos (as) nas Eleições Municipais de 2020 – Um projeto de cidades pós-pandemia”, onde fazem um apelo sobre a importância de diversos pontos durante a gestão de uma cidade.

O manifesto foi aprovado na 34ª. Reunião Plenária Ampliada Ordinária do CAU/BR,  reunindo conselheiros federais e presidentes dos CAU/UF, realizada por videoconferência, no dia 28 de agosto de 2020. O documento é assinado também pelas seguintes entidades coautoras: Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA).

Em suma, a carta evidencia em como a epidemia da Covid-19 pode influenciar na dinâmica de vida das cidades. O manifesto afirma que as cidades tornam-se, em boa parte, “campos minados”, e as moradias, do mesmo modo, se transformaram em “armadilhas”, dependendo de sua localização e condições construtivas e sanitárias.  

O principal objetivo é conscientizar os candidatos políticos em como seus projetos de lei ou de execução devem ser focados pelos futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) com diálogo e vontade política, em especial nas grandes cidades como Osasco. São eles, em resumo:


[1] Colocar as pessoas no centro das políticas, programas e projetos urbanos de curto, médio e longo prazos, priorizando o bem estar social, em busca ao pleno atendimento ao saneamento ambiental, moradia digna e educação cidadã para todos(as).

[2] Planejar as políticas urbanas de forma transversal, inclusiva e integrada, mediante programas de Estado que sejam independentes de interesses eleitoreiros e momentâneos e que possam ser implementados por estruturas de gestão com continuidade temporal;

[3] Viabilizar o financiamento contínuo das políticas urbanas, com recursos de diversas fontes, incluindo-as como prioridade nos planos anuais e plurianuais;

[4] Buscar a articulação territorial sempre que o orçamento e o alcance municipal não forem auto suficientes; e

[5] Garantir a participação popular nos processos decisórios por meio do fortalecimento dos Conselhos Municipais e da representatividade e equidade de seus membros, refletindo a maioria feminina nas lideranças comunitárias.

O documento é complementado por um anexo com 51 proposições de ações relacionadas com Arquitetura e Saúde, Cidades Sustentáveis,  Governança e Financiamento, Paisagem e Patrimônio e Mobilidade e Inclusão. Além de ser amplamente divulgada junto à população, pretende-se que  o manifesto seja discutido com os partidos, suas lideranças e os (as) candidatos (as) a vereadores (as) das 5570 cidades do país. 

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