Osasco foi considerada pelos últimos dados divulgados pelo IBGE (2017) a sexta cidade com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e o segundo do Estado de São Paulo, ficando atrás apenas da própria Capital Paulista. A cidade é reconhecida por ser sede de grandes empresas como o Bradesco, Ifood, Mercado Livre, Intermarine, SBT e Rede TV. Além disso pelo quarto ano consecutivo foi a cidade que mais lançou apartamentos em toda a Região Metropolitana de São Paulo.

       Possuindo cinco grandes Shoppings Centers em seu perímetro e a Rua Antônio Agú, que é considerado o segundo maior corredor de compras do país, a cidade conta com um setor de serviços abrangente e completo, fazendo com que seus habitantes se desloquem pouco para fora do município em busca de lojas de departamento e opções gastronômicas. Por conta desses dados, a cidade que da nome a microrregião Oeste tem o terceiro metro quadrado mais caro do Estado de São Paulo, perdendo para a capital do estado e Campinas.


       O índice Gini mede a concentração de renda em municípios brasileiros e é medido de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, mais desigual o local é. Os dados de Osasco deram um salto de 0,46 em 1991 para 0,53 em 2010, sendo uma das poucas cidades que teve o índice crescente. O IDH é medido da mesma maneira, mas ao contrário: Quanto mais próximo de 1, melhor é a qualidade de vida. O IDH de Osasco tem uma média de 0,776, considerado alto. Todavia, quando olhado detalhadamente nota-se um problema: Bairros como o Vila Yara ultrapassam 0,900 e outros como o Santa Fé e Portal D'Oeste não chegam a 0,600 em determinados pontos.

       Osasco é a cidade da Zona Oeste que mais tem sofrido ocupações irregulares em sua área urbana, devido ao número de terrenos particulares vazios cujos proprietários são endividados com a Prefeitura. Bairros como o Jaguaribe, Bonança e Santa Fé possuem comunidades populosas e insalubres onde falta esgoto, luz, equipamentos públicos e asfalto. A população desses locais vem crescendo e o poder público não tem projetos que atendam a essa demanda habitacional.

       O déficit habitacional é crescente e a demanda por hospitais, escolas e creches consequentemente também sobe exponencialmente. Apesar do PIB ultrapassar os 77 bihões de reais, essa verba não tem sido direcionada para resolver os problemas básicos da cidade que acabam resultando em demandas maiores ainda. A população carente cresce desordenadamente e nenhuma estrutura é criada para receber essas famílias. Empregos regulares também são escassos na cidade e quando existem, exigem um nível de especialização alto. 

       Enquanto o PIB exorbitante não for direcionado para resolver de forma efetiva os problemas sociais de Osasco, a cidade só crescerá economicamente e o conceito de "desenvolvimento" ficará cada vez mais longe e restrito aos residentes da região centro-sul do município. 

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