Alagamento em Alphaville, São Paulo.

      Diversas grandes cidades brasileiras sofrem com a ocorrência de alagamentos em dias de fortes tempestades ou chuvas constantes. Em áreas de vale como alguns pontos de São Paulo, Alphaville e Osasco, por exemplo, é comum haver enchentes de grandes proporções que causam danos não à cidade apenas, mas à População e seus bens adquiridos.

     A falta de espaços permeáveis, ou seja, áreas onde a água da chuva escoa para o solo - seu percurso natural - é recorrente no percorrer de grandes avenidas ou regiões totalmente ocupadas pelo perímetro urbano. O crescimento desenfreado de diversas regiões metropolitanas "vedou" o solo de tal forma que quando chove, ao invés de escoar, a água acumula-se em pontos mais baixos até que a chuva passe e ela "escorra" pelas limitadas e pequenas bocas de lobo que levam para as galerias no subsolo.

     O centro de Osasco antigamente era pavimentado com pedras de paralelepípedo, cobertura que garantia a permeabilidade do solo pois havia espaço, dentre as pedras, para que a água escoasse até o solo, impedindo os alagamentos que hoje, após a popularização do asfalto, já são comuns nessa mesma região. 

     Áreas como o Rochdale sofrem por outro motivo. A ocupação irregular na beira dos córregos pior a situação. Todavia, graças a operação Urbana Tietê I o espaço está sendo recuperado e as enchentes podem diminuir em até 90%.

Mas qual seria a alternativa para a pavimentação das vias?



       Os pisos intertravados são uma modalidade de pavimentação pouco (ou nunca) utilizadas em eixos carroçáveis no Brasil. Normalmente são aplicadas na construção de calçadas ou caminhos para pedestres devido a falsa sensação de que é um estilo "pouco resistente" devido a falta de algum fluído que "cole" uma pedra na outra. Elas são apenas encaixadas.

     Estradas antigas do Império Romano, por exemplo, existem até hoje e foram construídas com esse mesmo método por Arquitetos e "Engenheiros" da época. As pedras intertravadas podem aguentar o peso de caminhões quando bem construídas, e o melhor, possuem espaço para escoamento das águas pois não vedam o solo como o asfalto, por exemplo.

       A popularização do que é visto hoje nas grandes cidades se deu devido ao conforto oferecido aos veículos que não "trepidam" constantemente na via. Porém há de se pensar: Deve-se priorizar o bem estar dos motoristas ou o bom funcionamento do ecossistema presente na cidade? As chuvas não são inimigas, as metodologias aplicadas pela humanidade como soluções sim.



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