A Prefeitura de São Paulo está desenvolvendo um programa habitacional para as famílias que ficaram de fora do programa do Governo Federal "Minha Casa Minha Vida", após os cortes realizados pela atual gestão.

     É, segundo entrevista cedida pelo Secretário Municipal da Habitação, João Farias, à Folha de São Paulo, uma resposta à paralisação de um programa tão importante e necessário para o país. "Não é porque o Minha Casa Minha Vida foi criado pelo PT que iremos deixar de ver seu lado positivo, que é dar acesso a moradia pra quem não tem acesso a financiamento", expressa o secretário.

     O anúncio oficial deve ser realizado nas próximas semanas pela imprensa oficial da Prefeitura de São Paulo e depende de algumas burocracias, como a mudança na FUNDURB (Fundo de Desenvolvimento Urbano), que é o dispositivo da gestão municipal para cuidar e administrar questões relacionadas a urbanismo. Ele é abastecido com outorgas onerosas, ou seja, taxas pagas por construtoras para construírem mais em determinados locais.

     O fundo destina verbas para habitação, urbanização, áreas verdes, mobilidade e adequações viárias. Antes o percentual destinado a habitação era cerca de 30%, com a remodelação do fundo essa realidade pode mudar e a Capital Paulista pode ser o município com um dos maiores programas habitacionais do país, na contramão de diversas metrópoles brasileiras.

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