Nas calçadas onde o fluxo de pedestres é muito grande e sua largura pouco expressiva, as paradas de ônibus são marcadas por um "totem" da Companhia Municipal de Transporte de Osasco (CMTO), sem cobertura ou assentos, causando grande insatisfação dos usuários do serviço de transporte público da cidade.

      Muitos reconhecem que o problema na verdade é a falta de espaço, porém, há outras alternativas para resolver a questão que não são exploradas pela gestão municipal. Moradores indagam nas redes sociais o motivo pelo qual os automóveis sempre tem sido prioridade no urbanismo de Osasco. No lugar de estacionamentos, poderia haver a ampliação da calçada para que pudesse haver a estrutura necessária de conforto para os usuários de ônibus.

       A parada ao lado da Torre do paço, na Avenida Narciso Sturlini, por exemplo, é apenas um totem de ferro da companhia, assim como outros locais no percorrer da mesma via. Porém, os ônibus acabam não parando na faixa amarela para eles destinada devido a presença de veículos estacionados pouco antes do local, fazendo com que de toda forma o passageiro tenha que adentrar na rua para "subir" no meio de transporte.

       Em diversas avenidas da cidade espanhola de Madrid, por exemplo, há apenas três faixas de rolamento: Uma para automóveis individuais, outra para ônibus e outra para bicicletas. Mesmo com pouco espaço, a via de circulação de pedestres tem sido prioridade nas últimas gestões, assim como o incentivo ao uso do transporte público. Cada parada de ônibus, por regra, deve ter assentos, cobertura e uma placa digital indicando os próximos ônibus a chegarem no ponto. Algo possível de ser feito em Osasco, por exemplo, levando em conta que a maior parte dos carros possuí serviço de localização com GPS.

       A saturação das ruas e avenidas da cidade pelo alto número de veículos tem sido resultado de constantes investimentos na malha de automóveis e o esquecimento de outras modalidades de mobilidade urbana. O Plano Diretor da Prefeitura de Osasco a cada discussão tem focado no investimento em formas alternativas de transporte, mas esse objetivo está longe de ser alcançado devido ao populismo dos políticos em fazer ações benéficas não para a cidade, mas sim para a própria imagem.

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem