Foto de Visão Oeste

       Promessas como o novo acesso à Osasco pela Rodovia Presidente Castello Branco e a terceira ponte sobre o Rio Tietê ligando as zonas Norte e Sul de Osasco são necessárias para a integração dos eixos da cidade, mas estão longe de ser a real solução para o problema da mobilidade urbana. Essa modalidade de investimento sempre é vista como uma condição para a fluidez, mas projetos já executados como o Viaduto sob a Alameda Araguaia, em Alphaville, mostram que esses equipamentos são facilmente saturáveis e acabam não influenciando na melhora do trânsito como se espera.

       Outros países e grandes cidades pelo mundo, como Buenos Aires, na Argentina ou Santiago, no Chile, tem deixado de investir em meios de transporte individuais. Ou seja, o automóvel deixou de ser prioridade no planejamento e o objetivo das prefeituras têm sido incentivar o uso do transporte coletivo com um massivo investimento em suas malhas, para que sejam utilizáveis e práticas para a população.

       Muitos jovens brasileiros estão deixando de utilizar os veículos individuais para começar a se locomover com aplicativos de motoristas particulares, como a Uber, Cabify e 99 Táxi, muitas vezes locomovendo-se até as estações da CPTM para integração com o transporte público. Recentemente a Uber realizou inclusive uma parceria com o Governo Estadual para a integração entre o aplicativo e os serviços de trem e metrô. Esse crescente número de passageiros vem mostrando a ineficiência do transporte público em suprir as necessidades da população.

       Faltam investimentos em corredores exclusivos de ônibus com estrutura para atender a demanda de munícipes, além da implantação de um Bilhete único que possua integração com o sistema de trens urbanos de São Paulo, que representam a maior demanda das linhas de ônibus das cidades na Região Metropolitana Oeste da Capital Paulista. Sem essa integração e sem a eficiência necessária na malha de transporte público a população continuará optando por meios de locomoção individualizados, contribuindo com o trânsito local.

       Dado divulgado pela Uber informa que a Estação Osasco é a quarta da malha ferroviária Paulista com mais chamadas do aplicativo. Esse senso demonstra que muitos usuários tem utilizado aplicativos como complemento do transporte público. Uma pequena parte justifica seu uso com o conforto, mas a esmagadora maioria denuncia a demora e a ineficiência em uma modalidade de locomoção que deveria ser colocada como prioridade nos investimentos públicos por todo o Brasil.

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