Câmara Municipal de Osasco

A Operação Caça-Fantasmas é um mecanismo voltado para desestruturar um esquema de contratação de funcionários fantasmas e captação de dinheiro de parte do salário dos assessores de vereadores que chegou a prender boa parte dos nomes eleitos em Osasco e inclusive o atual Prefeito Rogério Lins, em 2016. O órgão responsável pelas prisões foi o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Osasco.

Até maio de 2018, haviam sido denunciadas 217 pessoas, entre vereadores, assessores e fantasmas. Na época, cerca de 200 chegaram a ser afastadas de seus cargos cautelarmente pela Justiça, a pedido do Ministério Público de São Paulo. Segundo estimativa do Gaeco de Osasco, coordenado pelo promotor de Justiça Gustavo Albano, o esquema desviou R$ 21 milhões dos recursos públicos da cidade.

Antes do recesso do Judiciário, em 19 de Dezembro de 2016, o até então ministro Luiz Fux, do STJ, julgou inviável habeas corpus para Rogério Lins, pois destacou que o prefeito eleito estava sendo acusado por 900 crimes de estelionato e contratação de 14 funcionários fantasmas. Lins ficou foragido durante quase três semanas. Com prisão decretada no dia 6 de dezembro de 2016, ele permaneceu fora do país. No Domingo de Natal ele desembarcou em Guarulhos e se entregou para a Polícia Federal.

No mesmo período, o GAECO de Osasco cumpriu 11 mandatos de prisão preventiva contra os vereadores eleitos, acusados de manter funcionários fantasmas. Foram detidos e depois transferidos para o CDP, Jair Assaf, Toniolo, Josias da Juco, André Sacco, Alex da Academia, Rogério Silva, Batista da Comunidade, De Paula, Valdomiro Ventura, João Gois e Maluco Beleza.

Sem um efetivo desfecho, todos os presos pagaram fiança e assumiram seus mandatos, inclusive o Prefeito da cidade. Sem um desfecho efetivo dessa situação, a população osasquense fica à deriva sem mais informações sobre a operação. Enquanto isso fica a pergunta no ar: "Onde estão os 21 milhões de reais?"
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