Osasco
Empreendimento The Square, Gafisa
Quando circula-se pela cidade de Osasco é perceptível a aparição de muitos empreendimentos imobiliários novos. Sejam eles de alto, médio ou até mesmo empreendimentos populares. Conversamos com a Corretora Líria, que trabalha na Perfil Imóveis que divulgou para a Osascomídia alguns dados interessantes referentes à origem dos compradores desses novos apartamentos.

Ao perceber um número agressivo de novos edifícios, os anseios da população quanto ao trânsito e a qualidade de vida vem à tona. Todavia, esses dados vieram para tranquilizar - pelo menos um pouco - os moradores de Osasco aterrorizados com uma drástica piora na mobilidade urbana da cidade.

Osasco
Bela Vista
Segundo dados divulgados pela Vemplan, pouco mais de 50% dos novos proprietários da cidade são oriundos de Osasco. Ou seja, pelo menos metade de todas as unidades lançadas são vendidas para pessoas que já viviam na cidade e por algum anseio de melhora de vida ou até mesmo da formação de novas famílias decidiram mudar-se para um dos novos condomínios que foram lançados de norte a sul.

30% dos novos moradores dos conjuntos residenciais migraram de Carapicuíba, Jandira e Itapevi. Dessa porcentagem, boa parte das unidades foram vendidas para pessoas que trabalham em Osasco e já se deslocavam das cidades vizinhas com seus automóveis, logo, a frota de veículos em horário de pico não aumentará muito com essa parcela, na verdade, pode até diminuir com a vinda dessas pessoas para regiões próximas aos seus postos de emprego.

20% dos novos moradores são oriundos de Barueri, São Paulo, ABC Paulista, Guarulhos e outros locais. Porém, desses 20%, uma boa parcela adquiriu imóveis próximos às saídas das Marginais, Rodovias e até mesmo estações de trem, pois quem não trabalha em Osasco, optou pela facilidade de se locomover até os grandes centros financeiros da Capital Paulista onde estão localizados seus postos de trabalho.

Sendo assim, não devemos esperar um aumento exponencial da população de Osasco para os próximos anos, todavia, esses dados não retiram da Prefeitura a obrigatoriedade de investir cada vez mais em estrutura urbana e em meios de transporte alternativos, afinal, a situação de Osasco não é das melhores quando o assunto é qualidade de vida. Ainda há muito o que melhorar.
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