Osasco

Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Cotia, Pirapora do Bom Jesus e Araçariguama formam o CIOESTE, o Consórcio Intermunicipal das cidades que fazem parte da Região Metropolitana Oeste da Grande São Paulo. Juntas, essas cidades somam 3% do PIB nacional, configurando como o consórcio intermunicipal mais rico de todo o país. Osasco é o maior destaque, sendo o segundo maior PIB do Estado de São Paulo, seguida de Barueri, na quinta posição.

Apesar do extremo êxito e potencial econômico, as cidades da região Oeste possuem graves problemas socioeconômicos. Osasco e Barueri até o ano passado, por exemplo, configuravam dentre as cidades mais perigosas do Estado de São Paulo e Carapicuíba, por exemplo, figura dentre as cidades mais pobres e com menor arrecadação do país. Jandira e Itapevi ainda são os principais destaques negativos quando o assunto é criminalidade.

Alphaville

Com tanta receita, o coerente a se pensar é que os principais problemas dessas cidades já poderiam ter sido solucionados caso esse consórcio de fato se unisse para resolver os problemas regionais em conjunto. Os prefeitos da região tendem a ser de certa forma imperialistas na resolução de problemas, colocando a sua cidade sempre a frente de qualquer solução que pudesse ser benéfica não só para um local específico mas para todas as cidades. O atual prefeito de Barueri, Rubens Furlan, por exemplo, insiste que o novo Hospital Regional da Zona Oeste prometido pelo Governador João Dória seja na cidade onde exerce sua função administrativa, sendo que todas as cidades ao redor de seu município possuem déficits muito maiores na área da saúde.

Ações conjuntas no combate à criminalidade, ao desemprego e na área de transporte público poderiam agregar - e muito - na qualidade de vida dessas cidades. Há muita gente que mora em Carapicuíba e Itapevi, por exemplo, mas trabalha em Alphaville e Osasco, isso sem contar do deslocamento de diversos habitantes em busca de serviços e comércio nas cidades vizinhas. Por que então não fazer uma malha regional própria de transporte público? Por que não utilizar as reuniões da CIOESTE para discutir sobre medidas integradas no combate à criminalidade? Parece uma linha de raciocínio simples mas até agora nenhum presidente do consórcio pensou em discutir essas possibilidades.

Osasco

Com essa pujança orçamentária, as obras do Corredor Metropolitano Oeste, iniciadas e abandonadas pelo Governo do Estado de São Paulo já poderiam ter sido concluídas. Instituições regionais de ensino técnico e superior já poderiam ter sido criadas para incrementar a área da educação nas cidades. Instituições de medicina públicas já poderiam ter sido criadas para suprir o déficit de saúde na microrregião e diversas medidas de combate ao crime poderiam ter sido tomadas desde a instalação de câmeras de monitoramento em todas as cidades até a ampliação de guardas municipais ostensivas.

Enquanto os Prefeitos da região não entenderem que não basta cercar a sua cidade e não querer que "forasteiros" a frequentem para resolver todos os seus problemas sociais, a Região Oeste pode perder seu potencial de crescimento e principalmente seus índices de desenvolvimento humano relativamente bons. Uma microrregião deve ser uma unidade e não pequenos feudos com resoluções individuais. 
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