Conjunto Miguel Costa
Conjunto Miguel Costa | Fonte: Prefeitura de Osasco
Pelo segundo ano consecutivo, segundo o Jornal Estadão, Osasco é a cidade que mais vendeu apartamentos em todo o Estado de São Paulo. Além disso, também foi a cidade que mais lançou apartamentos na mesma região, sendo destaque nacional quando o assunto é o mercado imobiliário. Sejam apartamentos de luxo ou Minha Casa Minha Vida, tudo o que é lançado na cidade acaba sendo um tremendo sucesso.

Com a chegada de empreendimentos na Zona Norte de Osasco, região com diversos bairros carentes e ocupações, fica no ar uma ideia que poderia ajudar -e muito - na resolução de um dos maiores problemas sociais que assombram a cidade: Seu déficit habitacional. Já faz anos que Osasco é destaque na Região Metropolitana quando o assunto é ocupações e criação de favelas e essa questão não pode ser mais ignorada pelo poder público.

Vila Yara
Vila Yara

Boa parte dos lançamentos residenciais da cidade são contemplados com o financiamento do Minha Casa Minha Vida, realizado pelo banco Caixa Econômica Federal. Esses empreendimentos estão dentre os que mais fazem sucesso em Osasco devido suas plantas serem boas e seu preço ser bem mais baixo quando comparado com empreendimentos de mesmo porte na Capital Paulista. A Prefeitura Municipal de Osasco é uma das poucas a ter um programa habitacional próprio, onde apartamentos são construídos no padrão CDHU e muitas vezes doados a quem morava em área de risco e teve seu imóvel desapropriado.

Uma parceria interessante entre o poder público e as grandes construtoras que atuam na cidade poderia ser feita. E se a gestão municipal adquirisse determinado número de unidades desses empreendimentos e fizesse a doação (ou até mesmo a venda facilitada) dessas unidades às pessoas que recebem bolsa aluguel na fila para ser contemplado com um imóvel? Sempre defendemos que o conjunto habitacional não deixa de segregar parte da população. Com essa ideia, a segregação não ocorreria, a Prefeitura desembolsaria menos dinheiro de seu cofre e a população receberia apartamentos com muito mais qualidade do que o prometido. Essa parceria público-privada seria muito bem vinda em tempos de Bolha imobiliária, pois ajudaria as construtoras e traria um grande benefício pra uma das cidades que possuí a maior discrepância social da Região Oeste de São Paulo.


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