Osasco

Com o aumento no número de veículos resultando num agravamento do trânsito, os moradores dos bairros que compõe a região central de Osasco passam a se locomover a pé com muito mais frequência. É comum que quem more em bairros como Bela Vista, Vila Osasco, Vila Campesina, Vila Yara, Jardim Agu e no próprio Centro, resida próximo de seu emprego e de grandes centros de compra, além é claro, das malhas de transporte público que levam à capital.

Resultados de uma pesquisa realizada pela Osascomédia mostraram que 1 a cada 4 pessoas das 300 entrevistadas aderiram ao uso das calçadas nos bairros mencionados no parágrafo anterior. Um dos exemplos foi a moradora Sabrina Martins, que reside no condomínio Residencial The Club 2003, na Avenida Santo Antônio desde 2010: "Eu trabalho na Cidade de Deus. Há uns anos eu ia trabalhar de carro mas ultimamente percebi que gastava gasolina atoa. Chego no meu trabalho em cinco minutos quando vou a pé, de carro eu chegava a gastar 20. Atualmente faço compras e vou trabalhar a pé, só não vendo meu carro porque minha mãe mora no interior e sempre vou vê-la. Muita gente do meu condomínio aderiu a esse estilo de vida, eu amo."


Apesar desse crescente aumento de pedestres nas regiões centrais, o aumento da especulação imobiliária nas periferias da cidade, sem um efetivo investimento em sua infraestrutura, tem feito com que a frota de veículos em Osasco só aumente. Com pouco menos de 700 mil habitantes Osasco tem a segunda maior frota de veículos do Estado, atrás apenas da Capital Paulista. Jardim Conceição, Bandeiras, Veloso, Padroeira, Santo Antônio e Jardim Roberto estão dentre os bairros onde os moradores mais dependem dos carros segundo a mesma pesquisa. Devido à precariedade no transporte público da região, muitos optam pela compra de um automóvel.

As regiões centralizadas de Osasco tem recebido um constante investimento privado na área de comércio e serviços, além de grandes edifícios empresariais com diversos escritórios neles instalados. A vinda de empresas como Ifood e Mercado Livre, por exemplo, contribuiram com a diminuição da migração pendular de diversos moradores da região central, além do lançamento de novos condomínios residenciais que atendem a demanda dos trabalhadores locais.

Um dos desafios das próximas gestões deve ser a estruturação das grandes periferias osasquenses para que essa realidade atinja boa parte da população. Mas para que isso ocorra, além de serviços, os bairros precisam de calçadas caminháveis em sua extensão para a segurança e o fim da segregação do pedestre.
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