UNIFESP Osasco
UNIFESP Osasco - Por Ione Miranda


A Escola Paulista de Política, Economia e Negócios administrada pela Universidade Federal de São Paulo, com atividades iniciadas em 2011 em seu campus provisório no prédio cedido pela Prefeitura de Osasco na Rua Angélica (Jardim das Flores) está com as obras de seu campus definitivo, no antigo estandão (Quitaúna), paradas. Prometido desde a gestão do ex-presidente Lula (PT), iniciadas na gestão da ex-presidente Dilma Roussef (PT), o campus definitivo da UNIFESP teve suas obras paradas por "questões financeiras" desde o final da Gestão do ex-presidente Michel Temer (PMDB). Atualmente as obras dependem de emendas parlamentares que pagam as obras a ritmo de tartaruga.

Com área de 22 mil m², o edifício abrigará 34 salas de aula, 19 laboratórios de pesquisa, seis anfiteatros, biblioteca, auditório com 280 lugares, duas salas de aula/informática, secretarias acadêmicas de graduação, pós-graduação e extensão, 55 salas de professores, restaurante universitário, praça digital, estacionamento e área de convivência. O projeto prevê ainda o uso de cobertura verde, captação e reuso da água da chuva, placas de aquecimento solar e geração de energia com placas fotovoltaicas.

UNIFESP Osasco
UNIFESP Quitaúna - Fonte: UNIFESP Osasco

Na gestão Jorge Lapas (PDT) houveram algumas cobranças relacionadas à construção do Campus Quitaúna de frente ao Governo Federal. Além disso, as obras que eram dever da Prefeitura de Osasco também foram cumpridas na mesma gestão. O cercamento do espaço, calçadas e ciclovias, a nova Alameda Parque e a nova iluminação de LED no quadrilátero da futura universidade foram realizados em uma única gestão, dando esperança na continuidade dessa obra tão importante. Na época, a conclusão das obras estava prevista para o segundo semestre de 2019.

 A atual gestão de Rogério Lins (PODEMOS) trata o assunto como um verdadeiro TABU. A prefeitura não toca no assunto desde que o novo governo tomou posse da Prefeitura Municipal. Além disso, a UNIFESP vem passando por alguns problemas financeiros e não se sabe se a EPPEN conseguirá se manter com as atuais verbas federais até o segundo semestre de 2019. A unidade Osasco possuí o melhor curso de Relações Internacionais de todo o Estado de São Paulo e estava cotada para receber o primeiro curso de Direito da instituição.

Com a omissão da Prefeitura e falta de comprometimento do Governo Federal, a cidade pode perder um dos maiores patrimônios adquiridos nos últimos anos, trazendo um enorme prejuízo não só aos estudantes, mas aos cofres públicos devido a todos os investimentos realizados para a concretização desse sonho que parece tão longe de ser realizado para toda a população osasquense.

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