O maior erro das grandes cidades foi não investir em uma malha decente de infraestrutura do Transporte público e da malha cicloviária. Osasco possuí uma das 10 maiores populações do Estado de São Paulo, beirando os 700 mil haitantes a cidade conta com a segunda maior frota de veículos do Estado de São Paulo. Todavia, não há investimentos massivos na malha de transporte público, tampouco melhorias significativas na malha já existente.

As empresas que administram o único meio de transporte público (fora a CPTM) disponível na cidade são a Viação Osasco, Urubupungá e a EMTU, com suas frotas municipais e intermunicipais. Recentemente foi inaugurado o Terminal Urbano Luís Bortolosso no bairro Quitaúna e também está em construção a ampliação do Terminal Urbano Amador Aguiar, no Vila Yara. Todavia, tais obras estão longe de resolver o tremendo déficit que a cidade possuí em sua malha rodoviária para os usuários de transporte público.

Na Europa, as cidades buscam a cada dia tentar incentivar a sua população à utilizar os serviços públicos de transporte a fim de melhorar a mobilidade urbana e consequentemente a qualidade de vida de sua população. Investimentos em sistemas como o trolebus, VLT e grandes corredores de ônibus já fazem parte da rotina européia há anos, e têm começado a fazer parte da rotina de grandes cidades brasileiras, como a Capital Paulista e as maiores cidades do Grande ABC.

Grandes empresas como o Bradesco, Ifood, Mercado Livre, SBT, Rede TV, Caixa Econômica Federal, B2W, White Martins, Meritor, Cimaf Cabos, Coca-Cola, Pão de Açúcar e outras grandes e médias do mercado de trabalho atraem diariamente pessoas das cidades vizinhas que possuem seus postos de trabalho em Osasco, fazendo com que a demanda viária praticamente triplique fora o que deveria ser normal tendo em vista o número bruto da população que reside na cidade. Fora a migração para trabalho, a cidade conta com diversos serviço e um pujante comércio que incentivam o deslocamento de pessoas de toda a região Oeste da Grande São Paulo.

Osasco não possuí mais espaço para o alargamento de vias, tampouco para a construção de novas vias. O "boom" imobiliário tem feito a cidade receber a cada dia novos moradores, que estão aumentando ainda mais o fluxo de veículos na cidade. Se esse investimento em meios alternativos de transporte - e na locomoção do pedestre - não ocorrer, Osasco pode entrar no caminho quase que sem volta do caos urbano, problema já superado e com diversas soluções que podem ser importadas de fora. Com a onda das Smart Cities, a prefeitura osasquense deve mais do que nunca seguir a onda e investir massivamente em novos meios de transporte coletivo.
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