Favela Osasco
Historicamente políticos usam das pessoas humildes que precisam de residência para conseguir votos, favelizando diversos locais de Osasco. Desde a City Bussocaba até o Portal D'Oeste a favelização faz parte do dia a dia da população.

Pra começar, Favela não é um termo pejorativo. O termo Favela surgiu na época de Canudos, uma comunidade jesuíta autônoma, criada por Antônio Conselheiro que surgiu no sertão nordestino em um local onde era comum uma planta chamada favo, e com o tempo passaram a chamar a comunidade autônoma que não pagava impostos de Favela.

Voltando ...

OsascoEm média, segundo a Imobiliária Ribeirão Preto, um imóvel próximo à uma área invadida sofre um decréscimo de 55% em relação ao seu preço original, e empresas de grande porte evitam se instalar em áreas com favelização intensa, pois os índices de criminalidade e tráfico de drogas em tais locais costumam ser mais altos em relação à bairros que não sofrem com tal problema, segundo dados da Polícia Militar do Estado de São Paulo.


Não é apenas um problema estético, de segurança ou imobiliário. As favelas facilitam a proliferação de diversas doenças infecciosas (como a leptospirose), principalmente por conta dos excrementos jogados no barro - já podre - que fica entre as casas. A contaminação da água pelo esgoto é comum em tais locais, o que agrava ainda mais o problema, segundo pesquisas da Waleska Caiaffa, da Universidade Federal de Minas Gerais e uma das autoras do livro The Lancet

Trocando em miúdos, não dá mais para ignorarmos essa população sob o pretexto simplista de que ela vive ilegalmente. Defender esse pensamento é exigir que um indivíduo suba na vida e se afaste de suas origens para ter acesso a direitos que são garantidos a todos pela Constituição. É preciso fazer um programa habitacional decente, que de fato atenda o déficit habitacional de uma cidade do porte de Osasco, no entanto, o nosso programa habitacional está longe de atender todas as nossas necessidades. 


Aterro Osasco
No extremo norte de Osasco, existe uma comunidade denominada Açucará, que é praticamente um desastre programado. A Prefeitura de Osasco não deveria, em hipótese alguma deixar aquela região passar por um processo de urbanização. 

Aterros sanitários são áreas muito instáveis, pois o aterramento de lixo em grandes quantidades ocasiona a produção de um líquido chamado chorume, além da produção intensa de Gás Metano, que trazem muita instabilidade para os taludes destes aterros, podendo haver um deslizamento, por menor que seja, a qualquer momento, como ocorreu na capital da Etiópia, Addis Abeba.

Realocar as pessoas que vivem em áreas de riscos em Conjuntos habitacionais não basta. Essa medida apenas aumenta as filas e o número de dependentes do programa Bolsa Aluguel, da Prefeitura de Osasco, aumentando os gastos e acabando com o espaço para novos conjuntos na cidade.

Em suma, seria necessário criar um programa habitacional diferente para cada região, atendendo a demanda somente daquele determinado local por etapas, como ocorreu no Prumirim, em Manaus. O programa deveria consistir na criação de novos bairros nos locais da atual favela, porém, oferecendo a infraestrutura básica que todo bairro deveria ter, e não criando um novo gueto no qual as pessoas precisem se deslocar por quilômetros para fazer simples compras mensais. A urbanização consiste na inserção de uma parte excluída da sociedade no ambiente urbano, vai além de uma maquiagem. Apenas com muita determinação as cidades avançam socialmente. 





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