Imagem ilustrativa - ABC do ABC

       Atualmente no Estado de São Paulo quatro a cada mil pessoas vem à óbito devido picadas de escorpião. A taxa de letalidade cresce conforme o número de casos aumenta. Em 2019 foram pelo menos 143 óbitos por conta dos ataques. De acordo com o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS), em entrevista ao ABC do ABC, o problema é comum nas regiões urbanas especialmente no verão. “Cerca de 40% das ocorrências registradas em todo o país são nesse período. Por isso, a atenção deve ser redobrada nessa época do ano”, reforça o Biólogo.

Os bairros Jardim Roberto e Padroeira, na Zona Sul de Osasco, têm registrado uma alta incidência de aparecimento de escorpiões no interior das residências. Essa situação geralmente ocorre quando há terrenos com vegetação alta e sem manutenção, ou até mesmo onde há acúmulo de lixo. Moradores informam que já tiveram que levar uma criança até o Pronto Socorro após um caso de picada.

Munícipes da região informam ainda que contataram o centro de Zoonoses de Osasco e mesmo após irem pessoalmente verificar a situação, nada foi feito.

Imagem do munícipe


Segundo especialistas, nas grandes cidades a espécie mais perigosa é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que se reproduz por partenogênese (ou seja, a fêmea se reproduz sozinha). A melhor maneira de evitar a visita desses aracnídeos é justamente manter os lugares limpos, livres de entulhos.

Se for picado, a recomendação é que procure imediatamente um serviço de atendimento médico. Geralmente, primeiro é aplicado um medicamento para aliviar a dor provocada pela picada do escorpião. E depois, se for o caso, é aplicado o soro antiescorpiônico. A aplicação é geralmente indicada para crianças e idosos, considerados maior grupo de risco.


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