Calçadão de Osasco - Osasco do Caos

       Historicamente, após a retificação do Rio Tietê e canalização de diversos córregos e rios, a Região Metropolitana de São Paulo sofre com alagamentos em diversos pontos, inclusive em uma série de locais da Capital Paulista, como por exemplo, a Vila Leopoldina e a Lapa. Na região de Osasco, os locais mais afetados são a área de Alphaville/Tamboré, as vias ao redor da Rua Antônio Agu, pontos no Rochdale e bairros ao redor. Os habitantes de tais locais de risco costumam culpar as chuvas torrenciais pelo transtorno, mas o problema está mais enraizado do que parece.

O problema de alagamentos do Rochdale, por exemplo, se deu após a retificação do Rio Tietê, que em seu percurso original contornava o bairro. Com as obras do Governo do Estado de São Paulo o trecho do eixo fluvial criou uma espécie de "braço morto", córrego que continuou contornando o loteamento, criando uma espécie de "ilha". Com o passar do tempo e falta de fiscalização, as margens desse braço do Tietê passaram a ser ocupadas irregularmente. Quando havia chuva, devido a geografia do local a água percorria seu percurso original, ou seja, ia direto para o Braço Morto do tietê, que com a falta de permeabilidade causada pelas ocupações acabava enchendo e causando um transtorno em grande escala. Após obras da Prefeitura de Osasco com a remoção da favela e alargamento do Braço Morto o problema foi amenizado, porém, está longe de ser resolvido.

Mapeamento 1954 - Rochdale (GEOSAMPA)


Outra causa dos grandes alagamentos é a insistência do poder publico em fazer canalizações. Cobrir córregos com o preceito de abrir grandes avenidas ou até mesmo loteamentos é assinar um termo de que futuramente o local irá sofrer com as fortes chuvas. Os trechos que alagam com mais facilidade da Avenida Hirant Sanazar, por exemplo, são os locais onde o Córrego Bussocaba está canalizado. Se não há outra alternativa o ideal seria preservar pelo menos um espaço significativo de vegetação para garantir a permeabilidade ou ao menos um sistema de drenagem que suporte grandes fluxos de água.

O ideal para que a cidade se desenvolva sem ser prejudicada por esse problema generalizado é primeiramente garantir que os eixos fluviais não sejam obstruídos por ocupações irregulares em suas margens e acima de tudo garantir que áreas de baixada, como o Centro de Osasco ou o Km 18, tenham permeabilidade no solo. Seja por meio de calçamentos com pedras intertravadas ou investimentos em canteiros verdes com vegetação, para que quando chova acima da média, a água escoe para o solo sem nenhum impedimento.

Mapa dos rios de Osasco - SEPLAG

A revitalização do centro de Osasco vai resolver os alagamentos?

Essa resposta tem um nível de complexidade um pouco alto pois depende de diversos fatores. Segundo entrevista fornecida ao Jornal Visão Oeste, a Prefeitura de Osasco afirmou que seria construído um novo sistema de drenagem em todo o eixo da Rua Antônio Agú. Esse sistema não será visível aos olhos dos habitantes mas pode ser a chave para mudar a história do local. Além disso, em paralelo, será realizada a troca do concreto do piso por um calçamento que permita o escoamento da água da chuva, assim como a criação de novos canteiros verdes. A previsão é para que as obras sejam entregues até Fevereiro de 2021.

Perspectiva Calçadão de Osasco




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